Recuperação de Áreas Degradadas

Elaboração e Execução de PRAD

A elaboração do projeto de recuperação inicia-se com o diagnóstico do sítio a ser recuperado. A partir da avaliação da situação de degradação do ambiente escolhe-se o método mais apropriado e as devidas ações de intervenção necessária para que se atinja os objetivos requeridos. Para isso são levados em consideração além das exigências e restrições ambientais, os custos necessários para que o projeto seja promissor. 

Dentre as distintas etapas da execução estão a reestruturação físico-química do solo, inserção da vegetação e manutenção. A execução é uma das fases mais onerosas, tanto financeiramente, quanto em relação aos recursos humanos, torando o bom planejamento essencial. Cada atividade prevista deve ser enquadrada em um contexto de custos e benefícios ambientais e socioeconômicos. De modo geral opta-se por ações ou tecnologias durante a implantação do projeto que virão reduzir os custos de manutenção, como por exemplo, sistema de abertura da cova, batismo, uso de hidrogel, adubação, sistema de irrigação, protetores de solo objetivando redução da competição, procedência das mudas ou sementes, seleção de espécies, etc.

Projeto, construção e gestão do viveiro de mudas

O viveiro de mudas é uma estrutura que, durante a implantação e operação do empreendimento, dá suporte as atividades desenvolvidas pelo Programa de Manejo e Resgate da Flora e consequentemente aquelas previstas na Recuperação de Áreas Degradadas. O planejamento das atividades a serem desenvolvidas deve ser consorciado ao cronograma dos demais programas, principalmente ao resgate da flora, seu principal fornecedor de matéria-prima. O propósito do viveiro é produzir mudas de boa qualidade fitossanitária para serem inseridas em áreas de recuperação e ainda tratar temporariamente indivíduos resgatados. Isto requer uma estruturação física de qualidade, que prezem tanto pela qualidade das mudas ou indivíduos ali curados quanto aos trabalhadores que ali atuam.

Neste contexto a ampla experiência da Biometria na construção e gestão de viveiros em Complexos Eólicos de grande porte, fazem com que os recursos sejam otimizados através da utilização de métodos certeiros e eficientes. O olhar clínico sobre os indivíduos cultivados no viveiro é essencial, assim como a escolha do substrato e dos recipientes. Outro ponto em que a Biometria sempre se atenta é a qualidade das mudas e o desempenho a campo, sempre que possível utilizando sementes oriundas de matrizes locais, pois as mesmas são mais adaptadas ao ecossistema da região e possuem a variabilidade genética local. Formas adicionais de reprodução, como por exemplo, estaquia, também deve ser prevista, no entanto de forma moderada pois a variabilidade genética é reduzida. A implantação do viveiro de mudas, deve planejar as distintas fases da produção, incluindo ainda o resgate e beneficiamento de propágulos. Além do viés ecológico, o viveiro de mudas também tem cunho econômico e social uma vez que tal projeto pode inserir a comunidade em suas atividades promovendo o desenvolvimento local.

Avaliação de eficiência e recursos na execução do PRAD

Tem se percebido cada vez mais que a ações de recuperação de áreas degradadas pela intervenção em ambientes naturais, decorrentes da implantação e operação de um empreendimento, por vezes não são estruturadas e planejadas de forma pragmática. Ações que não possuem interpelação outras ações em sequência, ou preliminarmente, muitas vezes levam empreendedores a ter um custo muito mais elevado do que o previsto com esta demanda ambiental.

Ações não planejadas por vezes oneram tanto os projetos a ponte de que, por exemplo, mudas sejam plantadas, não se tenha o acompanhamento das mesmas, elas morrem e a recuperação da área degrada não se dá, gerando passivo ambiental, recontratação, perda de tempo e recursos financeiros. Ciente destes problemas recorrente a Biometria propõe uma análise crítica de todo o processo de recuperação de áreas de gradas antes mesmo da elaboração do programa e início das obras, a fim de que o mesmo, posteriormente, se de forma estratégica e calculada, minimizando custos, tempo e otimizando a recuperação dos ambientes afetados.

Controle de processos erosivos

As erosões, geralmente potencializadas pelo fluxo hídrico podem causar severos danos aos sistemas antrópicos. Apesar de consistir em um processo natural em que sedimentos da parte mais alta são levados para as partes mais baixas, as erosões podem provocar desestabilizações irreversíveis no terreno e ao micro-ecossistema. Quando a causa do processo erosivo é decorrente de ações antrópicas, ou então o processo natural erosivo incide em risco à sociedade, se faz necessária a contenção sobre o agravante.

O processo de Controle de Focos Erosivos requer um diagnóstico da área impactada, elaboração do projeto de intervenção, execução e monitoramento, a fim de sanar os impactos negativos e recuperar a área degradada. Em resumo, o diagnóstico consiste no conhecimento da hidrodinâmica e geologia local além do elenco das causas da degradação. Para a elaboração de projetos são utilizadas ferramentas de geoprocessamento e modelagem, as quais esboçam previamente o que será desenvolvido. Dentre as diversas técnicas conhecidas, a Biometria preferencialmente apropria-se daquelas de bioengenharia, pois preveem o menor impacto e maior harmonia com o ambiente. O processo de controle de erosões conta com inserção de estruturas de contenção e revestimento do solo, condução e dissipação de energia hídrica.

O Controle de Focos Erosivos é associado a Recuperação de Áreas Degradadas, e prevê igualmente a possibilidade de reutilização da área. Após as operações de execução é realizado o monitoramento da eficiência do projeto e estruturas de controle, consorciando estas aquelas desenvolvidas na fase de monitoramento do PRAD.

Remediação de áreas degradadas por exploração mineral

É uma das exigências dos órgão ambientais a fim da autorização para exploração mineral. Neste contexto, a remediação do solo é um dos principais obstáculos na recuperação de áreas de exploração mineral. As técnicas mais viáveis são de contenção ou isolamento da contaminação. Sempre que possível estas ações devem ser planejadas e executadas ao longo do processo de extração.

A remediação, primeiramente, parte de uma investigação dos potenciais riscos, após, busca-se as técnicas mais compatíveis para correção do ambiente degradado. Estas são norteadas com base no mineral e a técnica de exploração da lavra. Após a aplicação das técnicas remediativas é realizado o monitoramento. Os parâmetros de avaliação considerados são variáveis, desde químicas até biológicas, estendendo-se para áreas adjacentes, objetivando que o impacto não atinja o entorno da área exploratória.

Estabilização de taludes

A principal finalidade na fixação dos taludes é evitar que escorregamentos, quedas de blocos ou outros tipos de erosões venham a comprometer as estruturas civis implantadas. Os taludes compõe uma das formas da recuperação de áreas degradas podendo estar inseridos em outros contextos, como na recuperação áreas degradadas por exploração mineral e controle de focos erosivos.

A escolha da técnica de estabilização a ser aplicada em determinada área é baseada nos conhecimentos geológicos e geotécnicos locais, pois os mesmos irão definir a força a ser aplicada para que o talude estabilize e o solo consolide. A instabilidade dos taludes também depende dos fatores abióticos de cada região, sendo estas particularidades tratadas isoladamente a cada situação. Durante o planejamento arquitetônico e de cobertura ou revegetação são levados em consideração aspectos estéticos a fim de harmonizar o talude com a paisagem.

Recuperação Ecossistêmica Degradados RED

Ecossistemas degradados são aqueles que em algum momento sofreram danos, no entanto ainda mantém a estruturação físico-química do solo em condições para desenvolvimento da vegetação. Neste processo o objetivo é constituir um ecossistema semelhante ao original. Para isso, dados de estudos prévios ou análise de fragmentos adjacentes são essenciais para a escolha das espécies que devem ser inseridas, quantidades e layout de plantio.

Para ambientes florestais as espécies são divididas em grupos funcionais ou em grupos ecológicos, dependendo do sistema adotado. Da mesma forma, o plantio pode ser realizado em etapa única ou em fases. Já para áreas campestres a diversidade de espécies é intimamente associada ao sitio doador, uma vez que as técnicas promissoras baseiam-se no transplante de feno e de solo decapeado. O mix de sementes comerciais é uma alternativa, porém possuIriqueza limitada. Estas escolhas são norteadas pelo nível de distúrbio do sitio, definindo assim o método de intervenção mais apropriado. Não menos importante, as fases pós-plantio, de manutenção e de monitoramento devem ser realizadas periodicamente. Está última, é essencial para proferir se o projeto atingiu ou não seus objetivos.

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