Estudos de Fauna

Peixes

Estudos e monitoramentos da Ictiofauna são de suma importância, pois os sistemas aquáticos são os mais impactados pelas ações humanas na maior parte do mundo, somado ao fato de que os peixes são sensíveis a qualquer impacto em seu ambiente. Alagados, banhados e riachos podem ser impactados na implantação e operação de determinados empreendimento, e por isso, devem ser monitorados com da forma mais adequada espaço e temporalmente.

A origem da Biometria remonta a um período onde havia necessidade de equipes especializadas na amostragem de fauna, incluso a Ictiofauna, através métodos eficazes, objetivando a minimização de impactos em diferentes fases de cada empreendimento, sobre o habitat aquático.

Resgate e Manejo da Fauna

Diferentes ações geradas durante a implantação dos empreendimentos podem incidir em injúrias ou mortalidade de indivíduos da fauna silvestre. Uma vez que os animais não estão habituados à presença do homem e de maquinários potencialmente danosos à sua integridade e sobrevivência, muitos podem sucumbir quando da realização de obras, ao não abandonar as áreas sobre alteração, as quais muitas vezes representam seu habitat e/ou local de abrigo. Muitas espécies não possuem a capacidade para identificar o risco e abandonar as áreas em tempo hábil.

Com intuito de evitar eventuais acidentes e a perda de espécimes da fauna, é realizado o salvamento de animais na área de implantação de empreendimentos durante as obras de construção. Os indivíduos ocorrentes nas áreas de implantação são afugentados ou resgatados, e aqueles acometidos por alguma injúria são devidamente tratados, sendo monitorados até a sua recuperação. Todos animais capturados são soltos novamente na natureza, em áreas não submetidas a alterações.

Anfíbios

É um dos grupos de fauna mais importante, pois são bioindicadores da qualidade de ambientes terrestres e aquáticos, sendo possível através do seu estudo, indicar perturbações e valências ecológicas do ambiente em que se inserem ou abandonam.

Impacto gerados em macro e microambientes aquáticos e terrestre, e inclusive no ar (ruído) podem ter relação direta com a presença ou não de determinados táxons de anfíbios em um área empreendida. A Biometria conta com profissionais altamente capacitados no estudo e monitoramento dos anfíbios, sempre atentos a racionalização da implantação de um empreendimento em consonância com as demandas ambientais.

Répteis

Os répteis são animais vertebrados de pele grossa e queratinizada, considerados ectotérmicos, ou seja, não possuem um mecanismo interno que regule sua temperatura, necessitando da exposição ao sol para tal ou outras estratégias que evitem temperaturas baixas. Foi o primeiro grupo de fauna a conseguir independência da água, não necessitando dela na maioria dos casos. Para a reprodução o sucesso deu-se pelas inovações na pele e no processo reprodutivo com o surgimento do ovo com casca, ambos impedindo a perda de água para o meio ambiente.

Aves

O estudo das aves tem na observação direta uma rica fonte de informações, embora se prevaleça também de técnicas e instrumentos modernos, como o anilhamento de aves, radar e radiotelemetria, entre outros. São animais endotérmicos, possuem penas, ossos pneumatizados, ausência de bexiga urinária e o corpo leve e aerodinâmico são características do processo evolutivo que permitem algumas espécies alças voo. Possuem um total de 68 ordens, com mais de 9.000 espécies registradas no mundo.

O estudo destes animais é de extrema importância em empreendimento de geração de energia eólico, uma vez que ocupam também o espaço aéreo. O estudo de comportamentos de voo, rotas preferencias de deslocamento em uma área específica, rotas migratórias, entre outros, são de extrema importância para a disposição de aerogeradores em parques eólicos. A Biometria conta com uma década de serviços especializados prestados nesta área, além de profissionais que atuam desde os primeiros estudos nesta área, em todas as fases do licenciamento ambiental.

Mamíferos Terrestres

Também conhecida como Mastofauna terrestre, apesar de ser o grupo mais evoluído dos vertebrados, é o grupo com o menor número de representantes, aproximadamente 5.400 espécies no mundo. São animais endotérmicos (possuem controle interno, pelo qual conseguem regular a temperatura corporal), normalmente de comportamento sorrateiro e esguio, o que requer estratégias e metodologias adequadas ao seu estudo, sendo fundamental a implantação de tecnologias como armadilhas fotográficas, microchips, observação digital, além de técnicas apuradas de captura.

Normalmente são a classe primeiramente afetada pelo implantação de um empreendimento, pois o até mesmo o ruído gerado os afugenta, podendo leva-los a nichos ecológicos de outros indivíduos de suas espécies ou de espécie predadoras, podendo causar perturbação na cadeia trófica de uma determinada região.

A Biometria propões sempre em seu estudos, uma detalhada detecção da presença, ocupação e movimentação desta classe de fauna, assim como o manejo adequado dos mesmo pode minimiza e até mesmo evitar a ocorrência de injúrias aos mamíferos, bem como perda de diversidade abundância destes táxons faunísticos. Este cuidado tem o objetivo de não gerar demandas ambientais extras e/ou extensivas aos empreendimentos, mas sim uma estratégia adequada de conservação e otimização de recursos, viabilizando assim, sustentabilidade aos empreendimentos.

Mamíferos Voadores (Morcegos)

A Ordem Chiroptera (Quirópteros) é formada por aproximadamente 1.200 espécies, o que faz com que ela seja uma das maiores ordens de mamíferos, perdendo apenas para os roedores. Pode-se dividir os quirópteros em duas subordens, os megamorcegos, que se alimentam de frutas e néctar, e os micromorcegos que possuem como principal característica a ecolocalização, alimentando-se basicamente de insetos e em raras exceções, de sangue.

Os quirópteros são os únicos mamíferos com a capacidade de voo, e desta forma apresentam o mesmo caráter de relevância das aves, em estudos, adequações e monitoramentos de empreendimento de geração de energia eólica. Para este grupo a Biometria conta com ampla experiência em estudos e adoção de estratégias que previnam os empreendimentos de problemas ambientais com este grupo faunístico. Contamos com o que há de mais avançado no mundo em detecção e estudo de morcegos, o ultrassom ANABAT Detector, a fim proporcionar os melhores resultados em estudos de morcegos, em qualquer uma das fases do seu empreendimento.

Invertebrados

Normalmente, quando nos referimos a invertebrados, pensamos em animias pequenos, frágeis, e de relação em geral conflituosa com nosso conforto e atividades. Contudo, a diversificação deste grupo de animais é enorme, muito maior que aquela dos animais de relação e conhecimento pelo homem, como os peixes, anfíbios e répteis, aves, e mamíferos. O grupo dos invertebrados envolve os filos dos poríferos (esponjas), cnidários (água-viva, caravela), platelmintos (vermes achatados), nematelmintos (vermes cilíndricos), moluscos (lula, polvo), anelídeos (minhocas e sangue-sugas), artrópodes (insetos, aracnídeos e crustáceos), e equinodermos (estrelas-do-mar). No total, os invertebrados somam 97% das espécies existentes no planeta, presentes em todos os ambientes. Diante de tamanha diversidade, fica clara a importância que esse grupo merece.

Apesar de pequenos em geral, sempe há exceções na biologia. Até pouco tempo atrás, o maior animal invertebrado do mundo era a lula gigante, Architeuthis dux. Essa espécie de molusco pode chegar a medir 18 metros e pesar até 900 quilos. Atualmente, o maior invertebrado existente é também uma lula, do gênero Mesonychoteuthis. A espécie Mesonychoteuthis hamiltoni, conhecida como lula colossal, é única em seu gênero. O tamanho estimado de animais adultos (já que poucos foram capturados) é de pelo menos 22 metros. Também possuem os maiores olhos do mundo animal, com cerca de 30 cm de diâmetro.

“A artificialidade do conceito de vertebrado/invertebrado fica especialmente aparente quando se considera a vasta e heterogênea reunião de grupos aglomerados nesta categoria. Os invertebrados não sustentam uma característica positiva única em comum, com a exceção das características animais gerais também compartilhadas com os vertebrados.” (Ruppert & Barnes).

Plâncton

O plâncton é composto por organismos que ficam suspensos na água, englobando seres fotossintetizantes e pequenos animais ocorrentes nos oceanos, rios e lagos. O termo plâncton, do grego planktos, significa “errante” e retrata bem esse grupo de organismos, dado seu caráter móvel muito associado às movimentações e correntes de água.

O plâncton é muito importante para a vida no planeta. A parcela das espécies de plâncton que realizam fotossíntese, assim como as plantas, é chamada de fitoplâncton. Estes seres fixam o CO2 na fotossíntese e possibilitam a formação de carbonato de cálcio, que é então depositado na superfície dos organismos na forma de pequenas escamas. Ao realizar a fotossíntese, o fitoplâncton contribui para a produção de oxigênio atmosférico, em uma quantidade inclusive superior aquele gerado pelas florestas e plantas terrestres, em tal ponto em que os oceanos, e não as florestas, é que representam os verdadeiros “pulmões” do planeta.

O zooplâncton abrange as espécies animais de plâncton que se alimentam do fitoplâncton. É curioso notar que grande parte do zooplâncton é transparente, o que dificulta a visualização por parte dos seus predadores. Outra característica interessante é a bioluminescência, característica de função ainda não bem esclarecida, mas possivelmente relacionada à defesa destes animais, uma vez que a luminosidade pode confundir o predador, em sua maioria peixes.

O homem pode influenciar na quantidade de plâncton existente. Através da poluição dos ambientes aquáticos, as atividades humanas podem causar um aumento acelerado de algumas algas, evento denominado de floração, processo esse que pode ser observado através da mudança de cor da água. É importante ressaltar que algumas florações são tóxicas, e que algumas toxinas liberadas por determinados tipos de algas podem provocar graves problemas de saúde.

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