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Manejo de morcegos no período de pandemia

26/Aug/20

A Sociedade Brasileira de Estudos para Quirópteros (SBEQ), publicou em 10 de julho de 2020 a primeira versão do documento intitulado “Recomendações para a redução dos riscos de transmissão da COVID-19 de humanos para morcegos durante atividades de campo no período da pandemia de COVID-19”.

A exata origem do vírus ainda é desconhecido, sendo que tem origem de hospedeiro silvestre. Morcegos são reservatórios de coronavírus, e especula-se que estes animais estejam envolvidos direta ou indiretamente através de um hospedeiro intermediário eu levou ao início da pandemia de COVID-19.

Ainda que, a partir de comparações genéticas dos vírus isolamentos nos primeiros pacientes positivos para o coronavírus, revelaram elevada similaridade com um coronavírus isolado de morcegos da China.

Apesar desta similaridade, ainda não é possível confirmar ou descartar por completo a participação de morcegos na disseminação inicial deste vírus para humanos.

Considerando essas informações, o risco de transmissão do coronavírus de humanos para morcegos, durante atividades de campo ou laboratório não pode ser descartado e muito menos menosprezado. Um grupo de especialistas de morcegos ligados a IUCN (união internacional para conservação da natureza), recomendou a suspensão de todo trabalho de campo envolvendo manejo e interações com morcegos, considerando esse risco de transmissão de humanos para morcegos.

A SBEQ emitiu, em 14/04/2020 uma nota recomendando a suspensão temporária das atividades envolvendo a captura e manejo direto de morcegos em vida livre no Brasil. Em 19/06/2020 especialistas de morcegos ligados a IUCN concluíram que há um risco considerável dessa transmissão do vírus de humanos para morcegos, que pode ser reduzido através de medidas mitigatórias adequadas.

A partir de análise deste documento da IUCN, a SBEQ disponibilizou um protocolo com recomendações de biossegurança e boas práticas em campo, pra atividades que envolvam captura e manejo de morcegos, para minimizar os riscos de transmissão da COVID-19 de humanos para morcegos, bem como potenciais patógenos de morcegos para humanos.

Para o manejo de morcegos em campo, é recomendada a utilização de uma série de EPIs, como respiradores semifaciais com filtros mecânicos, óculos de proteção com fechamento lateral, luvas de látex, luvas de raspa de couro, desinfetante germicida, borrifador com solução germicida e borrifador com solução de álcool 70.

A higienização de todos os equipamentos, como lanternas, hastes, redes de neblina, sacos de contenção, EPIs de forma adequada, com solução germicida e álcool 70.

Para a retirada e triagem de morcegos capturados, deverá ser utilizado respirador, podendo ser retirado em intervalos entre manipulações. Recomenda-se o uso de luva nitrílica ou de látex por baixo das luvas de raspa de couro. Após o manejo, luvas de látex devem ser descartadas e todo material em contato com morcegos deve ser higienizado.

A Biometria, em seu plano de contingência do avanço da COVID-19, suspendeu todas atividades de campo com manejo direto de morcegos. Quando avaliada a necessidade, o manejo é feito seguindo as recomendações estabelecidas pela SBEQ, atentando à novas atualizações, com finalidade de proteger populações de morcegos e profissionais envolvidos nestas atividades.

Transcrição Podcast Biometria – Episódio #02
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